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  • Ivan Alfarth

Investir no negócio de Franquias é seguro? Saiba os riscos


As promessas são sedutoras: um negócio pronto, uma marca já consagrada e investimento que cabe em bolsos variados. As franquias se tornaram uma alternativa interessante para quem pretende abrir seu próprio estabelecimento. Entretanto, existem riscos que podem transformar o sonho do negócio próprio em um pesadelo comercial e jurídico. Quais os cuidados que se deve tomar para que o investimento não se perca?

Antes de tudo, o interessado deve pesquisar o franqueador. Trata-se de uma empresa sólida? O produto ou serviço que ele vende é de fácil aceitação e, especialmente, tem grande giro no mercado? Não é à toa que as franquias de alimentação são as que mais se sustentam – seu giro é elevado.

Entretanto, o maior cuidado que o interessado em abrir um estabelecimento franqueado deve ter é o jurídico: os contratos de franquia são muito específicos e cheios de detalhes incompreensíveis para o leigo. Há uma série de regras e cláusulas que tem que ser estudadas por advogado, como por exemplo a cláusula raio, utilizada em alguns contratos, a qual estabelece distâncias mínimas entre as lojas da rede. Este tipo de cláusula é de extrema importância para o futuro franqueado, pois franquias muito próximas poderão afetar de forma significativa o faturamento, a ponto de comprometer a viabilidade de seu negócio.

Mesmo após a escolha da franquia e abertura do negócio, o franqueado deve ser assessorado: o andamento do contrato deve ser policiado constantemente, pois o próprio dia-a-dia da relação franqueador-franqueado gera possíveis problemas. Por exemplo, o franqueador respeita as políticas de exclusividade do contrato? Há casos em que o franqueado é seduzido por promessas de comercialização exclusiva do produto do franqueador. Mas não raro muitos franqueados descobrem ao longo da relação que o franqueador vende seus produtos a terceiros a preços menores do que os praticados por sua própria rede de lojas franqueadas. E isso costuma ser fatal em pouco tempo.

Também é importante dar atenção especial a um aspecto que pode tornar duvidosa uma franquia: quando ela concentra sua “propaganda” mais na abertura do máximo possível de unidades do que na venda do produto em si, em um comportamento que lembra o das pirâmides financeiras disfarçadas de venda de produto. Existem pessoas de má-fé que lançam seu negócio em franquias aventureiras que não se sustentam, cujo único intuito é o de cobrar dos franqueados várias taxas de adesão aos contratos, deixando os pretensos parceiros desamparados após a abertura das lojas.

Em resumo: o negócio de franquia pode ser bom, sobretudo para pessoas inexperientes, mas é de fundamental importância que haja uma assessoria jurídica intensa, para que se evitem problemas futuros, tanto para franqueadores como para franqueados.


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© 2020 por Ivan Alfarth. 

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